<p align="justify">   É normal em nós, seres humanos, buscarmos as respostas prontas de fora. Vemos muito isso em uma vivencia clinica da psicologia: Doutor o que eu faço? Como sou? Mude-me! Concerte-me! Mas também há uma tendência nossa para a solidariedade e é aí que caímos na armadilha de nosso ego. <br />   Acabamos respondendo prontamente todas estas perguntas, ledo engano. Quando colocamos respostas prontas estamos nos envolvendo em um círculo vicioso de uma responsabilidade que não é nossa. As pessoas acabam terceirizando a responsabilidade de boa parte da vida para psicólogos, professores, consultores, etc. Quando levamos respostas prontas, aliviamos a ansiedade e a responsabilidade que aquela pessoa tem para com sua própria vida. Caso algo saia errado na vida dele a responsabilidade será toda jogada para quem o atendeu apenas com respostas prontas e não com uma construção de conhecimento. <br />   Você é 100% responsável por sua vida, não é seu diretor, seu funcionário, seu pai, sua esposa é você. Você está sozinho nessa e se algo esta errado só você pode fazer algo para mudar. Mudar é um verbo fácil de conjugar, mas muito difícil de praticar. Me lembro de uma professora da universidade que sempre dizia: “Só mudamos quando o não mudar traz maior sofrimento que o mudar”, pensem nisso. </p><p align="justify">   O mesmo acontece na vida profissional. Arrepio-me em abrir um jornal ou revistas e ver reportagens que impõe que seu currículo tem de ser deste formato ou você deve sempre se portar de tal maneira em uma entrevista. Não dá para padronizar o inpadronizável ou generalizar o ingeneralizável que é o capital humano. <br />   Não é eficiente formarmos um único modelo de currículo e pulverizarmos para toda nossa base de dados. O envio do Currículo é uma ação muito importante na busca de uma ascensão profissional, mas deve ser trabalhado sem preguiça. Sim, infelizmente este é o termo mais apropriado que achei, temos preguiça de criar um currículo de acordo com cada empresa, com sua cultura, pais de origem e para quem deverá ler. São aspectos que devemos levar em consideração. Tenha foco, não adianta atirar para todos os lados, estude a empresa na qual você mandará seu material ou fará uma entrevista. <br />   Certo dia, recebi um currículo que constava como objetivo: Administrativo, Comercial, Financeiro, Logística. Pensei cá com meus botões: O que essa pessoa realmente quer? Se ela não sabe, não serei eu que vou ditar. Quem é a pessoa que vai me entrevistar? Como ela se porta num simples aperto de mão? Ela tem pressa? Ou posso falar sobre amenidades? Viram que não há como generalizar um padrão de comportamento na entrevista? Há sim como se comportar com profissionalismo e bom-senso, mas não repetir tudo como um robô, não há uma entrevista igual há outra. Não vejo malefícios em ter um modelo, vejo malefícios em seguirmos este modelo cegamente e generalizarmos para todas as situações. </p><p align="justify">* Willian Mac-Cormick é sócio da Consultoria de capital humano Mac-Cormick & Sommer</p>

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No ar "Executivos no divã", um novo blog fomentador da filosofia e psicanálise nas organizações e lideranças.

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