Novas tecnologias são geradas, novos métodos são implantados, grandes inovações são feitas, novas tendências seguidas, mas ainda há um único fator como diferencial nos rumos de uma empresa. O capital humano. Sim, o que usará as novas tecnologias, o que se adequará aos novos métodos implantados, o que tirará melhor proveito das grandes inovações e o que seguirá da melhor forma as novas tendências. É encima deste capital humano que depositamos todas as nossas esperanças e expectativas em um mundo corporativo totalmente globalizado, rígido e em crise.

A EMPREGABILIDADE é uma palavra relativamente nova, surgida em meados dos anos 80 aos 90, quando os executivos atuantes notaram uma mudança no perfil do mercado e das empresas. Viram que a rotatividade e a concorrência aumentaram consideravelmente. Viram que se tornavam cada vez mais raras as carreiras iniciadas e encerradas em uma única empresa e que assim não poderiam garantir seus empregos até suas aposentadorias. Empregabilidade, palavra equivalente a “employability”, ou seja, a condição de dar emprego/função ao que se sabe, é a habilidade de ter emprego ou se manter com o perfil solicitado e requisitado pelas empresas.
A concorrência e as exigências de um mercado contemporâneo o empurram para um conhecimento mais amplo, vasto, múltiplas habilidades, multidisciplinaridade e um estímulo e crescimento da busca a MBA’s, cursos de pós-graduação e especialização. Ontem uma faculdade e um curso de inglês eram pontos primordiais para a obtenção de empregabilidade. Hoje um curso superior não lhe dá muito diferencial, uma língua estrangeira não é tanta vantagem. Hoje exigimos (digo exigimos por trabalhar com seleção de executivos) uma especialização, outra faculdade ou MBA e duas ou mais línguas como um real diferencial no fator empregabilidade.
Um grande paradoxo é a eterna disputa entre teoria e prática, na qual sabemos que o saudável é haver um empate. Não podemos nos esconder nunca atrás de um MBA, de cursos e cursos sem nunca ter vivenciado aquela experiência, aquela prática que lhe dará uma visão mais maleável e diferenciada da sua vivencia teórica.

O RH

Defendo o RH como área estratégica e se extrema importância para os rumos da empresa. O RH tem que se sentar à mesa onde são tomadas todas as decisões, ficar em sintonia com o futuro da empresa e ter voz ativa e poder de decisão. O RH estratégico que pregamos deve estar atento a virtudes e a pecados cometidos hoje. Muitos RH’s das empresas não estão conseguindo segurar seus profissionais mais talentosos ou desenvolvê-los. Não que esta empresa não vá crescer, mas com certeza o crescimento da mesma acabará sendo menor que o esperado. Acho que o principal pecado de um RH de empresa ou consultoria é não entender melhor o negócio ou o mercado e quão importante é o papel estratégico que poderá ter esta área.
Muitas consultorias também são totalmente focadas ao atendimento, avaliações, buscas, e mal conhecem realmente o perfil da empresa e do ambiente em que o executivo estará inserido. Diversas empresas exemplos com RH’s estratégicos, iniciaram sua caminhada com um passo muito importante. Terceirizaram serviços operacionais, dispondo de mais tempo para formular estratégias de gestão de pessoas. Em compensação, aos antigos, faltava objetividade ao lidar com o dia-a-dia, hoje se preocupando muito mais com um novo benefício do que acompanhar o clima organizacional.
Faltava clareza e assertividade em relação ao funcionário. Imperava o paternalismo, o passar a mão na cabeça. Ao dar retorno era mais fácil dar razões para uma promoção do que mostrar o motivo de se estar estagnado no mercado de trabalho. Faltava visão de longo prazo. Apenas apagavam-se incêndios em vez de pensar como a empresa estaria daqui a 10 anos. Em contrapartida vemos muitas empresas que avançaram em gestão estratégica de pessoas. São empresas que já trabalham com serviços de recolocação interno e externo em busca de crescimento, Coaching, investem e capital humano, entendem de seu negocio e tem ambição para chegar ao topo da hierarquia (vejam quantos CEO's de grandes empresas vieram do RH... poucos). São empresas que possuem metodologia capaz de mensurar os benefícios que um bom gerenciamento de pessoas traz para as empresas.

Esta é a nossa proposta e nosso compromisso.

*Willian Mac-Cormick é sócio da Consultoria em capital humano Mac-Cormick & Sommer.

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